MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

No Amazonas a Luta Avança!

dom, 24/01/2010 - 21:07
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A pobreza tem se aprofundado e com ela, os impulsos de revolta e indignação encontram nos movimentos combativos o caminho da organização.
O Amazonas - estado conhecido por sua implacável usurpação no que diz respeito aos índios, à floresta e seus povos, aos camponese e rebeirinhos - desenvolve também sua injustiça de face urbana.
Na capital, Manaus, milhares de famílias vivem em precárias condições econômicas, privadas de direitos básicos como a moradia.
Esta situação soma-se ao descaso dos governos que fazem promessas e acordos quebrando-os em seguida como se o povo fosse nada.

No dia 18 de janeiro, o produto dessa conjunção de fatores foi mais uma mobilização do MTST/AM por moradia digna. Mais de 500 companheiros e companheiras ocuparam, como manifestação de revolta com a quebra do acordo de entrega das casas do parque Riachuelo, a sede da secretaria Estadual da Fazenda do Estado, dizendo em ato que o dinheiro público deve ter como prioridade garantir os direitos de quem sustenta o estado; os trabalhadores.

Mas esta ação é apenas uma parte pequena do que tem feito os lutadores e lutadoras do MTST/AM. Há poucos dias um encontro estadual foi realizado e importantes debates e reflexões foram feitas. De tudo, reafirma-se o compromisso na luta do povo mais pobre e a agenda de mobilizações que já vemos iniciada no dia 18.

Vamos adiante porque a luta só começou! De Norte a Sul do Brasil o MTST avança na construção de uma sociedade mais justa onde a vida valha mais que a propriedade.

CULPAR OS POBRES É A MELHOR EXPLICAÇÃO!

qui, 17/12/2009 - 15:06
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A sociedade tem assistido o caos instalar-se na mais importante metrópole do país. Alagamentos dividem espaço com os gols da rodada nos noticiários de todos os dias; mortes por afogamento ou em conseqüência dos desbarrancamentos competem com as notícias da repressão aos manifestantes em Copenhagen.

Anuncia-se a catástrofe ao meio dia, nos boletins climáticos dos jornais e as sete ou oito horas da noite os bombeiros procuram e contam os corpos; os assistentes sociais entregam colchões e cestas básicas em colégios desativados sugeridos como alojamento aos “culpados”.

Engraçado, o mesmo Estado que não combate a especulação imobiliária – que toma para si todas as áreas ainda próprias para moradia que restaram na cidade, mantendo-as vazias por longos anos para que se valorizem – responsabiliza, diante das câmeras de TV, os parentes e familiares ainda em luto pela morte de seus filhos e vizinhos.

Engraçado não; desgraçados. A solução que oferecem às milhares de famílias sertanejas que edificaram a riqueza deste Estado de São Paulo é o dinheiro do “frete” para que voltem “ao seu lugar de origem”. Se dependesse dos governos e dos burgueses, banqueiros e industriais paulistas os pobres voltariam ao ventre de suas mães.

Na Zona Leste da cidade, bairros inteiros seguem submersos pela água das chuvas há mais de dez dias; obra do ex Governador Mário Covas que criou a barragem da Penha (localizada no Parque Ecológico do Tietê) para alagar os pobres e “secar” as marginais. O pior é que nem isso deu certo; as marginais e os pobres estão debaixo d’água.

Na cidade de Osasco o bairro Rochdale “deu três metros de água”; o povo perdeu tudo, às vésperas do Natal; choram de desgosto, o pouco que tinham, perderam nas águas. Mas o terreno que hoje aloja o Condomínio Parque dos Príncipes não alaga, ele mesmo, o terreno que foi palco de uma luta justa por moradia digna em 2002. Pois é a terra ficou para os príncipes e o povo que de lá foi despejado hoje está debaixo das águas das chuvas.
Esse quadro poderia descrever a situação de toda a região metropolitana de São Paulo.

Os mais comedidos dizem que a “culpa” é das chuvas, que tem sido demasiado intensas. Bobagem; não explicam eles porque tantas áreas vazias providas de farta estrutura urbana seguem vazias sem alagar ou desbarrancar. Em Itapecerica da Serra a morte de duas inocentes crianças pobres levou muitas pessoas à um velório; tristeza e indignação se misturaram mais uma vez; não será a última. Enquanto isso, o terreno de mais de um milhão de metros quadrados que foi ocupado em 2007 por famílias desta região que necessitavam de um lugar decente para viver, segue vazio. Os que foram despejados dele, igual aos de Osasco e de todas as outras cidades e regiões pobres de São Paulo perdem seus poucos móveis, que parecem não valer nada; perdem suas poucas mudas de roupa, que parecem não valer nada; perdem suas vidas, que parecem também – para os governantes – não valer nada. Já os donos do terreno valem tanto que mantêm para esta área o projeto de criar um campo de golf!

Os mais reacionários dizem que a “culpa é dos que ocupam áreas precárias”. Absurdo! Ao convocar os batalhões de nordestinos para o trabalho fabril nas décadas de 60, 70 e 80 ninguém lhes deu outra alternativa que não a de ajeitarem-se como podiam. Absurdo de novo! Na conta original do salário mínimo um dos elementos que deveria por ele ser subsidiado era o da moradia mas os capitalistas descobriram – na criatividade e resistência de um povo que busca seus meios de sobreviver – que não precisavam pagar por isso e já há muito tempo a dúvida é comer ou pagar o aluguel.

Nós somos parte destas periferias, moradores destas áreas, sobreviventes no Capitalismo. Nós não somos dos que assistem indignados as tragédias na TV, somos os que aparecem nas telas das casas, chorando, pedindo ajuda, clamando por socorro.

Talvez sejamos culpados, não por ter ocupado os únicos espaços da cidade que deixaram para nós; talvez sejamos culpados de ainda não termos nos organizado o suficiente para virar o jogo e mudar as coisas, que só mudarão pela mão de quem precisa que elas mudem. Talvez sejamos culpados de ainda não termos reunido as forças necessárias para transformar a sociedade e construir um mundo mais justo para nós e para todos.

Mas quem pensar que a história acabou, cuide-se. Para esta culpa ainda temos motivo e tempo para a redenção. Na tragédia reencontramos a força para recomeçar, nas profundezas da injustiça social que só tem se aprofundado reencontramos a luz da solidariedade e o rumo da luta. A história está aberta e o futuro dirá quem eram os culpados de hoje e de ontem.

No futuro os noticiários darão outra matéria, a pauta será a insurreição do povo para a construção do amanhã mais justo e mais igual.

WWW.mtst.info / WWW.mtst.org
mtst@riseup.net

Companheiro Tião! Presente!

ter, 08/12/2009 - 09:11
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Tião Américo, foi um grande companheiro, que teve sua história inscrita numa longa batalha contra as injustiças. Era um militante da causa socialista e diretor do Sindicato dos Químicos de Campinas. Conhecido por sua característica popular, estando sempre ao lado dos trabalhadores, na porta das fábricas, na agitação das greves em defesa dos direitos trabalhistas.
Era também um militante defensor dos movimentos populares, estava presente nas ocupações e nas lutas mais duras que os movimentos enfrentaram no ultimo período.
Respeitado por sua prática coerente, Tião será sempre lembrado por nós, como um lutador popular aguerrido, consciente da necessidade da unidade da classe trabalhadora na luta contra o capital!
Tião contava com 49 anos, morreu na manhã de ontem (07/12/09) em sua casa, enquanto dormia, com indicativos de ter sofrido infarto, deixou esposa, três filhos e um neto. Nasceu em 28 de dezembro de 1960, em Ibaiti, no Paraná.

O velório teve início às 20h30, no Cemitério dos Amarais (Cemitério Parque Nossa Senhora da Conceição), rua Silvia da Silva Braga, s/n.º (antiga rodovia dos Amarais), bairro Jardim São Marcos, fones (19) 3246.1079 e (19) 3246.2079, em Campinas.

Às 7h de hoje foi trazido para cremação, em São Paulo. A cremação era um desejo sempre manifestado por Tião, que dizia: “Com tanta gente precisando de um espaço de terra para morar, como é que depois de morto eu vou querer usar um!? Quero ser cremado!”

Companheiro Tião: Presente!!!

Debate Público em Embú das Artes: Nosso direito à vida!

sex, 27/11/2009 - 13:41
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"Que tempos são esses, quando
Falar sobre árvores é quase um crime
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?"
B. Brecht
Dramaturgo Alemão

Estas palavras de Brecht são bastante atuais quando o que está em debate é a forma como o discurso do meio ambiente é instrumentalizado inúmeras vezes para legitimar gigantescas injustiças sociais.
No domingo, dia 29, vamos realizar um debate público para discutir os rumos de uma área bastante grande (aproximadamente 450 mil metros quadrados) localizada na cidade de Embú das Artes. É uma área desapropriada pela CDHU há mais de dez anos e que resguarda uma importante mata preservada na cidade.
Somos pobres numa sociedade em que as pessoas velem pelo que possuem e não pelo que são; assim, fica claro que para o sistema capitalista valemos muito pouco ou quase nada.
Esta premissa se materializa quando vemos dezenas de processos de remoção de famílias de áreas de preservação ambiental, sob o argumento (justo) de preservá-las mas sem preocupar-se em oferecer alternativas dignas de moradia aos removidos. Porém, do outro lado da mesma moeda, as grandes fábricas, indústrias e condomínios de luxo seguem poluindo, desmatando e destruindo a natureza sem qualquer restrição ou fiscalização. Questão de quem vale mais...
No Brasil se desenvolveu uma idéia de que o meio ambiente preservado não pode conviver com seres humanos (ou, mais especificamente, seres humanos pobres)o que faz coro com todo tipo de política de segregação e higienização social.
Neste debate proporemos que esta área de preservação seja utilizada para construir um assentamento sustentável de famílias sem teto, onde a comunidade seja o principal agente de preservação. Um tipo de preservação que entende o homem como parte da natureza e percebe que também ele está vivendo todas as vicissitudes e degenerações de um sistema econômico que visa cegamente o luvcro.
Distorcer as importantes discussões sobre preservação ambiental opondo a vida digna das pessoas pobres à sobrevivência do que nos resta da natureza é um erro, por ele não pagaremos, que paguem os grandes capitalistas que produzem todos os dias a destruição de tudo o que é vivo em nome do dinheiro.

Por uma vida digna para todos os trabalhadores e trabalhadoras!
Pelo direito a todos de usufruir a natureza; que ela não seja privilégio dos ricos em seus condomínios de luxo!

Domingo, dia 29, no Ginásio Municipal
Hermínio Espósito, em Embu das Artes às 10 horas da manhã.

Encontro Nacional do MTST

dom, 13/09/2009 - 18:41
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O MTST realizou sua primeira reunião nacional em São Paulo no dia 03 e 04 de Setembro para discutir o pacote econômico do governo lula pra o setor de habitação (Programa Minha Casa Minha Vida), trocar informações entre os estados que estiveram representados na reunião (Quantidade de ocupações, metodologia de trabalho, principais problemas, alianças e relação com o poder publico nos estados) e tratar de questões organizativas internas.

Com a participação de representantes de seis estados; Pará, Amazonas, Roraima, Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, a reunião também deu passos significativos para nacionalização do MTST;
Marcando encontros estaduais, socializando formas de organização e princípios comuns, tirando uma agenda de lutas para o próximo ano, etc.

Sobre o programa Minha Casa Minha Vida, o movimento definiu por uma participação crítica por entender o conteúdo de mercado desse projeto. Sabe-se que ele estabelece um cronograma de repasse de 33milhões de reais para a movimentação e acumulação de capital do setor da construção civil, o que se super dimensiona se considerar o PAC, ao passo que, para as iniciativas comunitárias de produção cooperativada estabelece apenas o repasse de 0,5bi. Além disso, o programa prevê a construção de um milhão de unidades de moradia, mas já foram cadastrados mais de 18 milhões de pessoas. Então o próximo período será, no mínimo, um período de lutas para cobrar soluções ao problema que cresce cotidianamente.

O minha Casa Minha Vida é pro MTST o Minha Casa Minha Luta.

MTST! A LUTA É PRA VALER!

Contra a farsa na política e por nossos diretos! No dia 7 de Setembro MTST ocupa shopping em Campinas!

ter, 08/09/2009 - 14:56
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No Brasil e em todo o mundo os direitos sociais como a educação e a saúde pública, os direitos trabalhistas como licença maternidade, férias e 13º salário só foram reconhecidos com muita luta da classe trabalhadora. E mesmo esse reconhecimento não é o suficiente. A qualidade da educação é ruim e há falta de médicos, hospitais, remédios, ambulâncias... Também faltam verbas para a construção de moradias, sobram para a construção de presídios.
O MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – existe há 12 anos e luta para que os trabalhadores pobres tenham atendidos seus direitos. Ocupamos terrenos enormes que não pagam seus impostos e que no meio das grandes cidades, não servem para nada ou só servem para o que não presta, como depósito de lixos e entulhos ou para a prática de crimes como o assalto, o estupro e o assassinato de pessoas.
shoppingOcupamos o ShoppingEm Sumaré ocupamos um desses latifúndios urbanos, totalmente improdutivo, abandonado e exigimos o cumprimento de sua função social. Hoje já são quase 10 meses de lutas contra os despejos e organização para construir uma linda comunidade em que vivem cerca de mil famílias.
O nosso país é um dos mais desiguais do mundo. O salário mínimo é três vezes menos do que o necessário para o sustento de uma família. Menos de 2% das pessoas são donas de mais de 80% das riquezas produzidas. Isso parece inacreditável, absurdo, mas é só a realidade. Os políticos nos dão raiva, trabalham pouco, muitos se corrompem e gastam R$50,00 no cafezinho. Os salários de 9 mil, com gratificação e bonus viram mais de R$40 mil nos enormes bolsos. O pior de tudo isso: esse dinheiro é nosso, do povo!
No dia 7 de setembro deveríamos “comemorar” a independência do Brasil, a soberania nacional. Mas o que vemos, governo após governo, eles se preocupando mais com sua imagem na televisão, eleições e não trabalhando para o povo, defendendo os interesses dos trabalhadores.
Chegou a hora dos excluídos, os sem-voz, darem seu grito de liberdade e por trabalho, moradia, saúde e educação de qualidade, justiça e igualdade unirem-se e conhecendo sua força, mudar o país.

MOVIMENTO SOCIAL QUE LUTA E PROTESTA.
MTST A LUTA É PRA VALER!

Companheiros da Venezuela mandam Carta de Apoio a nossas Lutas!

seg, 17/08/2009 - 15:22
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Jornada Nacional de Protesta en Brasil: Los Comités de Tierra Urbana de Caracas se solidarizan con las luchas del pueblo brasileño

Hoy, 14 de agosto, millones de brasileños se movilizan a lo largo y ancho de este país hermano, en rechazo al pacto entre el gobierno de Lula (que, bajo un barniz de izquierda, impulsa sin consideración las políticas neoliberales de peor ralea) y la burguesía brasileña. Frente a la crisis, la careta de Lula cae al piso, y no vacila en entregarse a la oligarquía local, haciendo cargar el peso de la crisis capitalista en los hombros de los humildes del Brasil.

Hoy, miles de sin tierra se movilizan en la capital (Brasilia) y el resto del país, miles de sin techo y otras organizaciones populares urbanas protestan contra la estafa de las políticas de vivienda del gobierno lulista, contra la criminalización de la tomas de tierra y contra las políticas antipopulares. Millones de brasileños pobres salen a la calle con la esperanza como bandera frente a la mentira neoliberal de Lula.

Los Comités de Tierra Urbana nos solidarizamos con esta gesta valiente del pueblo brasileño contra el capital y por la construcción de un Brasil socialista. La integración de Nuestra América, el ideal bolivariano que se encarna hoy en el ALBA, no puede ser un simple acuerdo comercial con gobiernos que, tras la máscara de un fingido progresismo, estafan e hipotecan a sus pueblos, sino desde la lucha y unidad popular, desde el encuentro fraterno de las organizaciones revolucionarias de la región.

En este sentido, queremos hacerle llegar nuestro más cálido saludo y nuestro apoyo al Movimiento Sin Terra de Brasil, al Movimiento de Trabajadores Sin Techo y al Frente de Movimientos Urbanos, organizaciones con las que hemos venido construyendo lazos de solidaridad y lucha, lazos hechos del amor y la esperanza de nuestros pueblos. Frente a la alianza del gran capital con los gobiernos oportunistas, esta inmensa alianza de los pueblos será nuestra respuesta.

Asamblea Metropolitana de Comités de Tierra Urbana.

Caracas, 13 de agosto 2009.

MTST realiza ações em todo Brasil junto com Frente Nacional de Movimento Urbanos

sex, 14/08/2009 - 11:01
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Hoje é nosso dia de LUTA! Unidos diversos movimentos de todo Brasil pela Frente Nacional de Movimentos Urbanos, sem-tetos, desempregados, trabalhadores e trabalhadoras sindicalizados, todos numa única luta! Por emprego, moradia e principalmente dignidade, hoje nos levantamos! Denunciando os descasos dos governantes e mostrando que o povo organizado pode fazer valer seus direitos!

O MTST mais todos os movimentos que compõe a Frente de Movimentos Urbanos organizam e fazem lebantar lutadores em sete Estados Brasileiros simultaneamente.

Viva o Povo que Luta!
Até a vitória!

Em São Paulo -

- Marcha do MTST na avenida Dr. Arnaldo até o MASP com mais de 1000 sem-tetos; no MASP encontrará o Ato Unificado das Centrais Sindicais.
Concentração – 10 hs. no Metrô Sumaré

- Bloqueio pelo MTST da rodovia Anchieta em São Bernardo do Campo – 10 hs.

- Bloqueio pelo MUST da rodovia Dutra em São José dos Campos.

- Marcha do MTST até a Prefeitura de Guarulhos.
Concentração – 11 hs. na Comunidade Anita Garibaldi.

- Ato-denúncia do MTST em frente a empresa de latifundiário em Campinas.

- Minas Gerais:

- Marcha de ocupações urbanas no centro de Belo Horizonte (Fórum de Moradia e Brigadas Populares).
Contato: Lacerda – (31) 97084830

- Bahia:

- Ação do Movimento Sem-Teto da Bahia por moradia e trabalho.
Contato: Ana – (71) 88393681

- Amazonas:

- Bloqueio pelo MTST de avenidas no Centro de Manaus com ocupações de sem-teto.
Contato: Julio César – (92) 81430429

- Roraima:

- Bloqueio pelo MTST de rodovia federal em Boa Vista.
Contato: Maria Ferraz – (95) 81187574

- Pará:

- Ação dos movimentos populares por moradia e trabalho.
Contato: Regininha – (91) 82528913

- Ceará:

- Ato-denúncia do MCP contra a especulação imobiliária.
Contato: Sérgio – (85) 91533007

Coletivo de Comunicação do MTST – mtst@riseup.net

FRENTE NACIONAL DE MOVIMENTOS URBANOS

sex, 14/08/2009 - 08:56
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AVANÇAR NAS LUTAS POR TRABALHO E MORADIA: ESTES DIREITOS SÃO NOSSOS

A burguesia brasileira, através de seus noticiários, nos faz crer que a crise capitalista acabou, que tudo não passou de uma forte tempestade que ficou para trás, sendo necessário reconstruir o que restou. Os senhores burgueses avançam no saque dos recursos públicos, em parceria com o governo Lula, que está salvando somente empresas, bancos, indústrias, e até as universidades privadas, não direcionando recursos para garantir direitos fundamentais ao nosso povo, como educação, saúde, trabalho e moradia.

Temos que dizer: a crise não acabou. Está longe de terminar. Os últimos oito meses foram marcados por mais de 8.800 desempregados por dia, somente entre novembro de 2008 e fevereiro desse ano foram mais de 900 mil demissões. A produção industrial caiu 13,5%, a maior queda desde 1975 (IBGE). A produção de veículos reduziu 23,6%.

Nas periferias dos grandes centros urbanos notamos como esses números são realidade. O desemprego assola nosso povo, a falta de acesso aos equipamentos urbanos esfacela as comunidades na luta diária pela sobrevivência, em meio ao crack, à violência e ao estado de exceção que as classes dominantes nos forçam viver, com suas milícias formadas por jagunços e policiais militares que ameaçam, agridem e querem expulsar, mesmo ilegalmente, o povo pobre em sua luta por moradia, nas milhares de ocupações de terra, urbana e rural, espalhadas pelo país. A Copa do Mundo vem aí, e as cidades-sede já preparam seus projetos de remoção do povo pobre, obras faraônicas e violência contra a juventude, numa onda de “limpeza social”. O Pan no Rio foi prova disso.

É preciso resistir contra a crise. Em diversos estados de nosso país a Frente Nacional de Movimentos Urbanos realiza atividades, denunciando o sistema econômico, a política urbana do governo em conluio com empreiteiras, que não resulta em avanços no déficit habitacional brasileiro, reivindicando firmemente o socialismo como opção necessária aos povos do mundo.
Não nos contentaremos com migalhas, é preciso uma política habitacional que vise superar o déficit habitacional de sete milhões de moradias, em que 90% é formado por população de baixa renda.
O governo Lula, através do programa Minha Casa, Minha Vida, realiza uma movimentação perigosa: Mobiliza a esperança de milhões de pais e mães de família que sonham com uma moradia digna numa propaganda que não diz que, se por um lado farão 1 milhão de casas, há mais de 7 milhões de famílias que não tem onde morar; que dessas casas (que já são absolutamente insuficientes), menos da metade é para o povo que ganha menos que R$1.200,00 - o restante é pra quem ganha até R$4.500,00; como também não diz que R$15 bilhões são para empreiteiras enquanto apenas R$0,5 bilhão são para o povo pobre organizado coletivamente em lutas legítimas por seus direitos.
Nesta data de lutas, a Frente Nacional de Movimentos Urbanos reivindica:

  • Não à criminalização das ocupações urbanas. Moradia não é caso de polícia. Contra as milícias privadas de empresários e policiais.
  • Por uma Política Urbana de regularização fundiária das ocupações e assentamentos, desapropriação de imóveis que não cumpram a função social, e subsídios para moradias populares de forma a atingir o povo organizado coletivamente.
  • Por investimento público nos direitos do povo pobre: fim imediato da Desvinculação das Receitas da União (DRU) para todas as áreas sociais, que já retirou R$ 45,8 bilhões da Educação, e fim do Superávit Primário.
  • Por investimentos em políticas de geração de emprego e renda, não repasse de recursos às indústrias e empresas que demitam trabalhadores.

Vitória! Negociação com governo Federal avança para nossa casa!

sab, 18/07/2009 - 13:27
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No dia 16, após ter encerrado o acorrentamento de 8 companheriso em frente à casa do Presidente Lula, entramos em negociação com o Governo Federal. Nesse dia, dirigentes do movimento foram a Brasília nos representar e se reuniram com ministros em especial representantes do Ministério das Cidades. E depois de tanto luta avançamos para alcançar nosso direto a uma moradia digna!

1 – Programa Minha Casa, Minha Vida:

O MTST foi incluído no programa Minha Casa, Minha Vida. As famílias cadastradas e que participam do MTST serão incluídas no programa habitacional do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida, podendo o movimento entrar como entidade organizadora dos projetos relacionados.

2 – Ocupação ameaçada de despejo Zumbi dos Palmares, em Sumaré:

O Ministério das Cidades realizará nessa segunda-feira próxima, dia 20, no período da tarde uma reunião com o proprietário do terreno, a Prefeitura de Sumaré, o Ministério Público e o MTST em vias de buscar uma solução definitiva às mais de 1.200 famílias da ocupação.

3 – Assentamento Anita Garibaldi em Guarulhos:

O Ministério se comprometeu em se reunir com a Prefeitura de Guarulhos com o objetivo de realizar a urbanização do bairro Anita Garibaldi, abrigo de mais de 2000 famílias organizadas pelo movimento. O recurso a ser utilizado para essa urbanização é o recurso do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social).

4 - Participação do Governo Federal onde o MTST está presente:

Representantes do Governo Federal e dos Ministérios se comprometeram também em ter uma participação mais ativa nas regiões e Estados onde o MTST está presente. Em especial na região sudoeste de São Paulo, o Ministério acordou realizar um complemento aos investimentos da CDHU frutos de negociações do MTST nas regiões de Itapecerica da Serra, Embu das Artes, Taboão da Serra e São Paulo. Bem como se reunir com a Prefeitura de Mauá para avaliar empreendimentos para as famílias organizadas da região.

Por fim, lembramos que todos esses compromissos foram frutos das lutas de milhares de famílias sem teto que se juntaram ao MTST para se organizar por um direito constitucional: moradia digna. Além das lutas realizadas no passado, em nossa última luta, ficamos 7 dias acorrentados e acampados em frente a casa do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, para chamar a atenção do Governo, autoridades e de toda sociedade a realidade de milhões de brasileiros.

O MTST espera e estará presente para que os compromissos sejam cumpridos.

A luta continua.

MTST! A LUTA É PRA VALER!
CRIAR! CRIAR! PODER POPULAR!